Por que a maioria dos Treinamentos Comportamentais tem pouca efetividade no setor público?

14/02/2018

O reflexo da pouca cultura de utilização de treinamentos nos serviços públicos são visualizados através de indicadores como o aumento no índice de absenteísmo, poucas mudanças nos processos de trabalho através da modernização dos equipamentos e adoção de novas tecnologias, baixa produtividade, morosidade, desperdício de material, número excessivo de reclamações, falta de interesse do profissional e mau atendimento, dentre outros fatores.

O ponto chave está no fato de que se compra treinamento para solucionar problemas pontuais e não se tem o conhecimento de que todo programa de treinamento precisa percorrer passos para garantir a segurança de sua efetivação e por isto deve ser um processo contínuo e cíclico.


Segundo Chiavenato, o processo de efetivação do treinamento e do aprendizado precisa ser composto por etapas: 

1) Diagnóstico: Levantamento das necessidades de treinamento a serem atendidas ou satisfeitas. Essas necessidades podem ser passadas, presentes ou futuras.
2) Desenho: é a elaboração do projeto ou programa de treinamento para atender às necessidades diagnosticadas.
3) Implementação: É a execução e condução do programa de treinamento.
4) Avaliação: É a verificação dos resultados obtidos com o treinamento.
(CHIAVENATO, 2010, p. 368-369).

Sem esta preocupação a possibilidade de efetivação de um novo comportamento ou de mudanças será ínfima e as vezes somente momentânea, o que leva muitos lideres a se sentirem pouco propensos a investir em treinamento, desenvolvimento e capacitação.